Garota Audiovisual

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terça-feira, 14 de dezembro de 2010

ORQUESTRA SINFÔNICA DO ESTADO DE SÃO PAULO

Sob a regência de Yan Pascal Tortelier, o concerto ao ar livre da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo marca o encerramento das atividades do projeto OSESP Itinerante, no ano de 2010. Praia do Gonzaga.


Livre para todos os públicos
Grátis

SESC Santos

Dia(s) 19/12
Domingo, às 19h30.


Fonte : http://www.sescsp.org.br/sesc/programa_new/mostra_detalhe.cfm?programacao_id=183473

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Janaina e Britto Jr. dão show patético no momento da eliminação

“Quem mandou você vir de salto alto?”, ainda brincou Britto Jr. ao ver a chegada cambaleante de Janaína Jacobina à cena da eliminação da “Fazenda”. “Já me considero uma vencedora como ser humano”, disse ela, dando o tom do que iria ser a despedida mais patética de um participante na história do programa.


“Imperdível!!! Eliminação ao vivo na Fazenda”, informava, em atividade frenética, o gerador de caracteres da emissora, no canto inferior da tela, como se alguém não soubesse o que estava por acontecer. “Nessa roça eu me sinto forte como ser humana”, disse Janaína, insistindo na toada.

Para um jogo que se orgulha de ser “real”, “A Fazenda” inovou esta semana ao submeter os confinados a ruídos cenográficos produzidos especialmente para criar um clima e produzir medo. O programa ficou com jeito de parque temático da Disney – mambembe, naturalmente.Foi o complemento de uma atividade em que os peões deviam contar histórias assustadoras. “Não tenho nada contra os gatos, mas acho que eles comem os mortos”, disse Janaína, se destacando, como de hábito.

“Momentos de tensão! Hoje é dia de eliminação”, tentava animar o gerador de caracteres, antes de tomarmos conhecimento que os confinados, coitados, foram obrigados a assistir o filme de terror “Jogos Mortais 2”.

O ritual da eliminação inclui, semanalmente, um aviso de Britto Jr. de que as votações estão encerradas, seguido de um bloco comercial e, na volta, o anúncio do candidato que deixará o programa. Nesta quinta-feira, sem qualquer disfarce, o apresentador informou sobre o fim da votação e, imediatamente, lendo uma ficha que já tinha na mão, comunicou a Janaína que ela foi a escolhida, com 58% dos votos.


Deu-se, então, o show da jornalista. “Vou precisar de ajuda para chegar”, começou a dizer, em meio a muito choro. “Agora, não sei como vai ser minha vida”, prosseguiu. Parecendo preocupado, Britto Jr. a abraçou e, dando tapinhas em suas costas, como se estivesse cuidando de uma criança pequena, disse: “Calma, calma. Fique tranqüila. Eu estou aqui com você”.

“Eu passei das tripas ao coração”, disse Janaína, tentando dizer, talvez, que fez “das tripas coração” para vencer. “A vida é um jogo sempre. E a gente precisa saber se controlar”, ensinou Britto. “Mãe, eu quero vocês!”, gritou Janaina. “Obrigado, Brasil”, completou. Nós é que agradecemos.
 
Fonte : http://televisao.uol.com.br/a-fazenda/3/mauricio-stycer/2010/12/10/janaina-e-britto-jr-dao-show-no-momento-da-eliminacao.jhtm
Autor : Mauricio Stycer

Crítico do UOL

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Silvio Santos, 80 anos - veja a trajetória do Homem do Baú

Silvio Santos, um dos maiores nomes da história da televisão brasileira, completa 80 anos no dia 12 de dezembro esbanjando saúde, mas imerso na maior crise de sua vida. Uma fraude contábil promovida por executivos do Banco PanAmericano, uma de suas 44 empresas, gerou um rombo de R$ 2,5 bilhões num império que começou a ser erguido por Silvio quando ele tinha apenas 15 anos. Pessoas próximas ao apresentador relatam que ele ficou decepcionado, sim, mas que imediatamente arregaçou as mangas para contornar o problema e saldar a dívida - ele tem 10 anos para pagar o empréstimo junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e deu como garantia todo o seu patrimônio (incluindo o SBT), avaliado em R$ 2,7 bilhões.


O Yahoo! começa hoje uma série de quatro reportagens especiais sobre Silvio Santos. Vamos mostrar quem são as pessoas que formam a vida do apresentador; vamos relembrar os 10 programas mais populares de Silvio; e vamos falar da necessidade de ele tentar se reinventar em meio à crise financeira do PanAmericano.

Hoje, começamos contando a história do homem que nasceu Senor Abravanel e ganhou o Brasil como Silvio Santos - ele adotou o nome artístico para se tornar mais popular, mas sempre mostrou muito orgulho de sua origem judaica

Das ruas para os palcos


Silvio sempre foi uma máquina de dinheiro. Aos 15 anos, já ganhava uns trocados na Lapa, o bairro boêmio do Rio de Janeiro, apostando nos "malandros" da sinuca - Silvio observava atentamente o comportamento dos jogadores e apostava nos melhores.

De dia, vagando pelas ruas do centro do Rio, Silvio observava que os vendedores que mais faturavam eram os que melhor se comunicavam. Logo, pensou numa forma original de chamar atenção para as canetas que vendia numa esquina - ele realizava truques de mágica. Até que um dia um fiscal da Prefeitura - o "rapa" - o abordou e lhe confiscou toda sua mercadoria, mas, fascinado com a voz de Silvio, deu a ele um cartão para que fizesse um teste na Rádio Guanabara. Aquele foi o embrião da carreira artística de Silvio.

O dinheiro começou a entrar numa jogada genial de marketing - algo que praticamente não existia naquela época. Percebendo que as pessoas se entediavam durante a travessia da balsa que faz o trajeto Rio-Niterói, Silvio pediu autorização para animar o pessoal com alto-falantes na barca. Logo, sacou que era possível ganhar dinheiro vendendo produtos. Fez um empréstimo, montou bares nas barcas, procurou a Companhia Antártica de Bebidas e passou a vender ali cervejas e refrigerantes. A empresa passou a patrocinar apresentações de diversos artistas na barca. E assim Silvio se tornou o maior vendedor de cervejas do Rio de Janeiro - apenas com uma ideia genial.

Mas ele ainda tinha interesse em se tornar um artista de sucesso. Por isso, topou fazer um teste na Rádio Nacional de São Paulo. Passou e ali começou sua amizade com Manuel de Nóbrega, que era, na época, o "Homem do Baú". O "baú" era uma caixa com presentes que a pessoa recebia no Natal depois de pagar 12 prestações ao longo do ano. Mas o negócio acabou trazendo mais problemas do que dinheiro para Manuel de Nóbrega, e ele acabou chamando Silvio para dar um jeito na situação. Com seu incrível empreendedorismo, Silvio conseguiu tornar o "baú" um negócio lucrativo - e o herdou de graça de Manuel de Nóbrega, em retribuição por tê-lo tirado do "buraco."

Na televisão, Silvio estreou em 1961, na TV Paulista, com o "Vamos brincar de forca". Logo passou a apresentar outros programas de variedades, mas quando a Globo assumiu o comando da TV Paulista, no final dos anos 60, Silvio teve de se enquadrar no perfil que a emissora queria ter. Não conseguiu e saiu. Acabou voltando com tudo ao comprar 50% das ações da TV Record, onde pôde fazer o que gosta - mas sem esquecer da rixa com a Globo, em especial com Roberto Marinho, dono da emissora, e Boni, então diretor-artístico.

"Eu não nasci dono de televisão, eu me tornei dono de televisão porque os donos de televisão fecharam portas pra mim, mas quando se fecha uma porta, Deus abre uma janela", disse Silvio, numa espécie de "editorial" durante seu programa na Record. "Fui obrigado a comprar 50% de ações, nasci animador de programas e continuaria sendo se os homens não fossem tão vaidosos, tão poderosos", emendou.

O passo seguinte foi batalhar para ter seu próprio canal de TV - e no início dos anos 80 ele recebeu a concessão para criar o SBT. Silvio vendeu as ações da Record para o bispo Edir Macedo, e não descansou enquanto seu próprio canal não se estabelecesse como a segunda maior audiência da TV - e em vários momentos nos anos 90 o SBT conseguiu ficar à frente da Globo, principalmente nos domingos, com o Topa Tudo Por Dinheiro. A essa altura, o império de Silvio já incluía uma construtora, um hotel, uma empresa de cosméticos, uma financeira e, claro, um banco - o PanAmericano.
Mas a Record, ainda assim, tinha muito mais caixa, e acabou ultrapassando o SBT nos últimos anos. Silvio luta para colocar as finanças de seu império novamente em dia, depois da quebra do PanAmericano. Mas uma prova de que seu carisma não se abala foi dado no último dia 5, quando a própria Record exibiu uma reportagem especial de 45 minutos sobre Silvio no programa "Domingo Espetacular". Ironicamente, a emissora do bispo Edir Macedo conseguiu ultrapassar a Rede Globo e ficar à frente no Ibope por mais de meia hora.

Outra prova de que Silvio continua "pop" é que aqui no Yahoo! o apresentador está entre os assuntos mais buscados desde o surgimento da crise no PanAmericano, mês passado. "Vida empresarial do Silvio Santos" e "Dívida de Silvio Santos" são alguns dos tópicos mais procurados no serviço de busca do Yahoo!, o que mostra o interesse das pessoas na situação financeira do apresentador. Antes, os termos mais buscados que faziam relação a Silvio eram "pegadinhas" e "Maísa".

Entre no site do Yahoo e veja o video Silvio Santos -80 anos
Fonte : http://br.noticias.yahoo.com/s/08122010/48/entretenimento-silvio-santos-80-anos-veja.html
Autor : Por Juliano Costa, Redação Yahoo! Brasil

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Making of videoclipe stop-motion

“O Apastamento do Robesto” foi gravado com mais de 500 fotos e dois meses de produção para a banda de Florianópolis “Marcelo Mendes e Os Bacanas”. É o primeiro completamente feito em stop-motion em Chapecó.

Stop-motion é uma técnica de animação que consiste em fotografar várias vezes modelos, bonecos ou objetos, para quadro a quadro formar-se a impressão de movimento. Para a criação deste videoclipe em especial, foram usados dois bonecos de 30 cm de altura cada, além de várias miniaturas de objetos e dois “mini-apartamentos” em madeira. Depois, mais de 500 fotos foram tiradas para contar a história de dura em torno de 3 minutos no vídeo.

O trabalho é dos alunos da primeira turma do curso de Produção Audiovisual, na Unochapecó. Realizado na disciplina de Laboratório Audiovisual I, a ideia foi crescendo e ultrapassou as barreiras da Universidade.

programa: Produção Acadêmica

Fonte : http://www.unochapeco.edu.br/prodaudiovisual/play/making-of-videoclipe-stop-motion

domingo, 28 de novembro de 2010

A suprema felicidade?

Sou fã de Vinícius de Moraes, mas nunca concordei com uma de suas frases mais célebres: "Tristeza não tem fim, felicidade sim". Na minha opinião, tristeza e alegria são sentimentos efêmeros de igual importância que denotam o estado de espírito de uma pessoa. A felicidade, por sua vez, é uma condição fundamental para a vida: ou você vive e, portanto, é feliz - mesmo triste ou alegre -, ou entrega a vida a uma condição de infelicidade que se assemelha à morte.

No novo longo (ops!), longa de Arnaldo Jabor, a felicidade do povo brasileiro é apresentada através de inúmeras manifestações populares: seja a anarquia do carnaval, a insanidade do artista, a doença social ou o romantismo melancólico de alguns bairros e personagens clichês do Rio de Janeiro.

Ora, Jabor sabe melhor do que ninguém que, se as pernas de Garrincha não fossem tortas, não entortariam os adversários...Jabor sabe que, se Aleijadinho não fosse aleijado, talvez não tivesse o poder de superação que o transformou num dos maiores artistas brasileiros. Jabor sabe que o brasileiro ama reconhecer em seus semelhantes o seu poder de superação: daí a eleição de Lula e Dilma (que, nesta ordem, deixaram a pobreza e os porões do DOPS para ocupar a presidência).

Jabor parece ter inveja de quem consegue conquistar as coisas na gambiarra. Para pessoas como ele, o Brasil é terra que assusta, que contém cenas fortes que deflagram injustiças, mortes, sexo, vícios e paixões. Mas agora, ele ri de tudo isso, pois sabe que essas cenas fortes estão ficando cada vez mais escassas em nosso país, graças ao crescimento econômico e desenvolvimento social que alcançamos nos últimos vinte anos. Jabor, com esse filme cheio de seios nus, apresenta o epílogo desse Brasil velho (e, consequentemente, do Cinema Velho...quer dizer, Novo) e se dá por vencido: ele diz, quase sem querer, "amigos, apesar de odiá-los e não entendê-los, eu fui feliz".

O Brasil de hoje, que tenta restringir instintos e vícios - seja através do Estatuto da Criança e do Adolescente, da Lei Seca, das leis antitabagistas ou até mesmo através da profissionalização das prostitutas, é a imagem de um país que Jabor gostaria de ter vivido a vida toda. E é tão chato quanto as suas sobrancelhas céticas. Mas, por baixo da carranca dura, mora no peito desse crítico o mesmo coração capaz de escrever o belo livro de crônicas "Amor é prosa, sexo é poesia". Por isso, acredito que Jabor tenha saudade do Brasil que conheceu em sua adolescência. Só isso justificaria tamanha necessidade de nos mostrar a beleza que se esconde por trás de certos dramas, a ponto de exagerar nos monólogos e nos encharcar com tantas nostalgias. Afinal, ele sabe que neste país politicamente correto que está nascendo (e que de certo modo, ele ajudou a construir), não há espaço para certos amores, certos odores, certas dores rodriguianas que o tempo levou.

Jabor tenta entender desde pequeno a felicidade de um povo triste e subdesenvolvido e agora nos pune por ter nascido no país do cruzeiro, apresentando-nos um filme que, assim como a vida, nos incita o riso, o choro e o tédio. As cenas de melodrama fortuito passados na telona são até coerentes, pois nosso povo adora uma novela: é bagunceiro, é espalhafatoso, é debochado e falastrão. Nesse momento, reconhecemos no filme o crítico mordaz que transforma o ceticismo em um estilo de vida. Como esse povo, esse mesmo povo que batuca, se esfaqueia, se lambe, se entrega de mão beijada, pode ser assim tão feliz? Como pode o povo brasileiro fazer alguém como Jabor ser tão feliz? Se essa não é a Suprema Felicidade, eu não sei mais sobre o que esse filme fala.

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Quem é o colunista:"Sou um bandido corrompido pelas paragens do bem, muito além do homem descrito como poeta".

O que faz: Jornalista, escritor, autor e ator de peças de teatro e apresentador do programa "Rio Cultural", da Rádio Rio de Janeiro.

Pecado gastronômico: Todos, principalmente cerveja quando saio com os amigos!

Melhor lugar do mundo: Minha casa, principalmente quando os parentes e os amigos me visitam.

O que está ouvindo no carro, iPod, mp3: Sou muito fã de Chico Buarque. É um compositor que não pode faltar!

Para falar com ele: jproriz@gmail.com, ou no seu blog www.jproriz.blogspot.com.

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Fonte: http://www.guiadasemana.com.br/Sao_Paulo/Cinema/Noticia/A_suprema_felicidade_.aspx?id=69918
Autor : Por João Pedro Roriz